sábado, 23 de março de 2013

Londres inaugura cafeteria dentro de antigo banheiro público


Um banheiro público não parece o melhor lugar para tomar um café ou comer um sanduíche, mas um empresário de Londres aposta que a curiosa combinação pode dar certo.
azulejos, onde os clientes poderão se sentar para beber e comer.
A pequena cozinha foi montada dentro da sala onde ficava o funcionário que cuidava do banheiro, com sua característica janela onde se recebia o pagamento pelo uso do recinto. Um antigo secador de mãos foi incorporado aos bancos.
O “The Attendant” vai servir, das 8h às 18h, café torrado na hora, sanduíches e saladas.
"The Attendant", café que funciona dentro de um banheiro público em Londres (Foto: Divulgação/The Attendant)Máquina de café do "The Attendant" (Foto: Divulgação/The Attendant)
Exterior do "The Attendant", café que funciona dentro de um banheiro público em Londres (Foto: Divulgação/The Attendant)O exterior da cafeteria (Foto: Divulgação/The Attendant)

31/10/2012 07h15 - Atualizado em 31/10/2012 12h23 Hotéis diferentes permitem dormir no gelo, debaixo d'água ou em mina


Suíte ampla, banheira no quarto, serviço atencioso. Para alguns hotéis, esses atributos não são suficientes para chamar a atenção dos hóspedes. Eles preferem oferecer atrativos mais inusitados, como a chance de dormir debaixo d'água, em uma mina a 155 metros de profundidade, ou rodeado de gelo ou sal. Conheça alguns desses hotéis criativos ao redor do mundo:
Ice Hotel, hotel de gelo na Suécia (Foto: Big Ben Productions/Divulgação)O Ice Hotel é reconstruído a cada inverno e derrete na primavera (Fotos: Big Ben Productions/Divulgação)
Todo de gelo
"Durma bem a -5ºC”. Esse é o lema de um hotel todo feito de gelo em uma pequena cidade 200 km ao norte do Círculo Ártico, na Suécia. Construído todo ano por arquitetos e designers convidados, o Ice Hotel ganha uma cara diferente a cada inverno e se define como “um projeto de arte efêmera”. Para aguentar o frio, estão incluídas nas diárias sacos de dormir e roupas especiais. Quando chega a primavera, o prédio derrete. Site: www.icehotel.com
Hotel Jumbo Stay, na Suécia, construído dentro de um avião Boeing (Foto: Lioba Schneider/Divulgação)O Jumbo Stay, na Suécia, é construído dentro de
um Boeing (Foto: Lioba Schneider/Divulgação)
Dentro de um avião
Inaugurado em 2009, o Jumbo Stay é um hotel econômico construído dentro de um Boeing 747. Mas os hóspedes dormem em terra firme: o avião, fabricado em 1976, foi reformulado e agora fica a poucos metros do aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, na Suécia. O hotel tem 27 quartos, a maioria com duas beliches. Na cabine do piloto, há uma suíte luxo, com vista panorâmica para o aeroporto. Site: www.jumbostay.com.br

Hotel subaquático Jules Underwater Lodge, na Flórida (EUA) (Foto: Divulgação)Hotel Jules, na Flórida (EUA), ao qual só se chega
mergulhando (Foto: Divulgação)
Debaixo d´águaA única forma de chegar ao Jules Lodge é mergulhando. O hotel, que comporta seis hóspedes, fica mais de 6 metros abaixo da superfície, no fundo de um lago na Flórida (EUA). Apesar de estar submerso, o lugar tem chuveiro quente, cozinha com geladeira e micro-ondas, além de um acervo de vídeos e livros. Mas o que atrai os hóspedes é poder ver peixes e outros animais aquáticos passando na janela do quarto. Também é possível explorar o ambiente marinho com equipes de mergulho. Site: www.jul.com
Hotel Silver Mine, construído dentro de uma mina na Suécia (Foto: Pappilabild/Divulgação)Mine Suite: um quarto de hotel dentro de uma mina de prata na Suécia (Foto: Pappilabild/Divulgação)
Dentro de uma mina
Pertencente a uma empresa que controla uma mina de prata na Suécia, a Mine Suite não é uma boa pedida para claustrofóbicos. O quarto fica 155 metros abaixo da terra, onde a temperatura é de apenas 2ºC o ano todo. Ainda bem que o local é aquecido, a 18ºC, em média. Celulares não funcionam lá em baixo, mas os hóspedes ganham radiocomunicadores para falar com os atendentes que ficam no nível do solo. Site:www.salasilvergruva.se/en/logi/gruvsvit-for-tva-pers
Hotel Luna Salada, todo feito de sal, no Salar de Uyuni, Bolívia (Foto: Divulgação)Quarto do hotel Luna Salada, na Bolívia, que tem
a parede toda feita de sal (Foto: Divulgação)
Feito de salSituado no Salar de Uyuni, na Bolívia, o Hotel Luna Salada é feito do material que ocupa todo o seu entorno. Os blocos de sal que formam o edifício são unidos por um cimento feito com o mesmo material, misturado à água. O hotel foi construído em 1993 por um comerciante dedicado á extração de sal, que viu aumentar a quantidade de turistas que chegavam para conhecer o imenso “oceano” branco no sudoeste do país. Importante: nas estações chuvosas, as paredes do Luna Salada são reforçadas com novos blocos. Site: www.lunasaladahotel.com.bo
Hotel Dog Bark Park Inn, construído dentro de um cachorro de madeira, em Idaho, Estados Unidos (Foto: Divulgação)Hotel Dog Bark Park Inn, construído dentro de um
cão de madeira nos EUA (Foto: Divulgação)
Dentro de um cachorro“Experimente o cachorrão”, incentivam os donos do Dog Bark Park Inn, localizado no estado de Idaho, nos EUA. Eles oferecem hospedagem para quatro pessoas dentro do “maior beagle do mundo”, uma estrutura de madeira em forma de cão. Batizado de Sweet Willy, o hotel canino tem um companheiro: Toby, uma estátua no formato de um animal da mesma raça. O lugar tem uma loja de presentes, onde são vendidos cães de madeira feitos pelos donos do hotel. 

Pesquisa elege aeroportos com os pousos mais belos do mundo



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Aeroporto Internacionl Princess Juliana, em Saint Maarten, no Caribe, eleito o que oferecem= os pousos mais belos do mundo (Foto: Todd Neville/Creative Commons)Avião se aproxima do Aeroporto Internacional Princess Juliana, primeiro lugar no ranking
(Foto: Todd Neville/Creative Commons)
Um aeroporto no Caribe foi eleito o que oferece o pouso mais espetacular do mundo, segundo uma pesquisa feita com fãs de viagens e aviação de vários países.
O Aeroporto Internacional Princess Juliana, localizado na ilha de St. Maarten, recebeu o maior número de votos em uma enquete organizada pelo site PrivateFly, especializado em reservas de jatos privados.
Realizada em dezembro de 2012, a pesquisa convidou pilotos e especialistas da área de aviação para indicarem os três aeroportos que, em sua opinião, permitem fazer as mais belas aterrissagens. A lista com 83 nomes foi levada à votação entre usuários do site e de outras redes sociais ligadas ao tema. No total, foram computados 1.711 votos.
Segundo o CEO da PrivateFly, Adam Twidell, a lista reúne aterrissagens que todo fã de aviação deveria experimentar antes de morrer.
Para Twidell, o pouso no aeroporto Princess Juliana, que completa 70 anos em 2013, é “literalmente de tirar o fôlego”. “O avião desce sobre a amplidão azul do Caribe e chega tão baixo e perto da praia que você quase consegue ler os jornais dos banhistas que estão abaixo”, descreve.
Segundo Regina LeBega, diretora do aeroporto de Saint Maarten, além de beleza, o aeroporto oferece “segurança impecável e serviço de primeira classe”.
A lista dos dez primeiros inclui tanto aeroportos com vista para cidades grandes, como Londres e Los Angeles, quanto pequenas pistas de pouso remoto, como a de Phinda, na África do Sul, onde o avião aterrissa em uma reserva natural. O vencedor do ano anterior, o Barra Airport, na Escócia, ficou em segundo lugar no ranking de 2012.
Confira abaixo os 10 primeiros lugares na pesquisa:
1- Aeroporto Internacional Princess Juliana (SXM), em St. Maarten, Caribe
Aeroporto Internacionl Princess Juliana, em Saint Maarten, no Caribe, eleito o que oferecem= os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Aeroporto Internacionl Princess Juliana, em St Maarten Foto: Divulgação/PrivateFly)
2- Barra Airport (BRR), na Escócia
Barra Airport, na Escócia, eleito um dos que oferecem os mais belos pousos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Barra Airport, na Escócia (Foto: Divulgação/PrivateFly)
3- Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX), nos Estados Unidos
Aeroporto Internacional de Los Angeles, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Vista do avião que vai pousar no aeroporto de Los Angeles (Foto: Divulgação/PrivateFly)
4- Aeroporto de Paro (PBH), no Butão
Paro Airport, no Butão, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Vista do avião que vai pousar no Aeroporto de Paro, no Butão (Foto: Divulgação/PrivateFly)
5- Aeroporto Las Vegas McCarran (LAS), nos Estados Unidos
Aeroporto Las vegas McCarran, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Aeroporto Las vegas McCarran, nos EUA (Foto: Divulgação/PrivateFly)
6- Pista de Phinda, em Kwazulu Natal, África do Sul
Aeroporto Phinda Airstrip, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Pista de Phinda, que fica no meio de uma reserva natural na África do Sul (Foto: Divulgação/PrivateFly)
7- London City Airport (LCY), na Inglaterra
Aeroporto London Cuty, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Aeroporto London City  (Foto: Divulgação/PrivateFly)
8- Aeroporto Internacional Aruba Queen Beatrix (AUA), Aruba (Caribe)
Aeroporto de Aruba, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Vista do avião que vai pousar em Aruba (Foto: Divulgação/PrivateFly)
9- Aeroporto Mustique (MQS), em São Vicente e Granadinas
Aeroporto Mustique, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Aeroporto Mustique (Foto: Divulgação/PrivateFly)
10- Aeroporto Nice Cote D’Azur (NCE), na França
Aeroporto de Nice, na França, eleito um dos que oferecem os pousos mais belos do mundo (Foto: Divulgação/PrivateFly)Aeroporto de Nice, na França (Foto: Divulgação/PrivateFly)

Torre mais alta do mundo recebe 3 milhões de visitantes em 6 meses


A Tokyo Sky Tree, a torre de comunicações mais alta do mundo e novo símbolo da capital japonesa, recebeu 3,28 milhões de visitantes nos seis primeiros meses desde seu abertura, informou nesta quinta-feira (22) sua administradora, Tobu Tower Skytree.
Além disso, o complexo de lazer e compras onde fica a torre superou nesse mesmo período 27,9 milhões de visitas, resultados muito superiores aos estimados pela administradora desde a inauguração, em 22 de maio.
A Tokyo Sky Tree nesta terça-feira (22) (Foto: AFP)A Tokyo Sky Tree no dia da sua inauguração (Foto: AFP)
"Não esperávamos tantas visitas durante a semana", afirmou um porta-voz da operadora do complexo à agência "Kyodo", que destacou ainda a importância "das reservas de grupos".A companhia revisou também para cima sua previsão de visitas anuais ao complexo para 44 milhões, a partir dos 32 milhões iniciais estimados em sua abertura. A estimativa de visitantes ao mirante da torre foi mudada para 6,4 milhões, 20% do que o previsto em maio.
Tokyo Sky Tree é vista entre edifícios de Tóquio, que ao seu lado parecem baixos (Foto: Hiro Komae/AP)A torre vista entre os edifícios de Tóquio, que
ao seu lado parecem baixos (Foto: Hiro Komae/AP)
Aquário e museusO complexo Tokyo Sky Tree Town, de 36.900 metros quadrados, é formado por um centro comercial com 312 lojas, um aquário e diversos museus.
A torre, de cor branca e cuja estrutura se inspira nas construções ancestrais japonesas, os pagodes de cinco andares, tem 634 metros de altura.
O edifício conta com dois observatórios, um a 350 metros e outro a 450 metros. Este último é rodeado por uma passarela cilíndrica coberta de vidro, e é preciso pagar cerca de 3 mil ienes (R$ 76) para visitá-lo.
Com um custo aproximado de US$ 820 milhões (mais de R$ 1,7 bilhões), a Sky Tree é a torre de comunicações mais alta de mundo, à frente da de Televisão de Cantão, na China, de 600 metros de altura, e, além disso, é a estrutura artificial de maior altura depois da Burj Khalifa de Dubai, de 828 metros.
Para o fim do ano, a torre abrirá as portas para um total de mil visitantes privilegiados que, pela quantia de 5 mil ienes (R$ 126), poderão assistir, dos céus de Tóquio, ao primeiro nascer do sol do ano, um acontecimento tradicional de grande importância no Japão.

Ônibus turísticos flutuantes 'nadam' pela primeira vez em Tóquio


Viajantes que forem a Tóquio a partir de março poderão viver uma experiência diferente em um novo passeio turístico que está sendo lançado na cidade.
O "SKY Duck", ônibus que é capaz de circular sobre a água, foi testado pela primeira vez nesta sexta-feira (22).
SKY Duck, ônibus anfíbio de Tóquio, Japão (Foto: Kazuhiro Nogi/AFP)Um dos ônibus se prepara para entrar na água no primeiro dia de testes, enquanto o outro já 'flutua'
(Foto: Kazuhiro Nogi/AFP)
Dois "veículos anfíbios" desse tipo, pertencentes à empresa Hinomaru, começarão a circular oficialmente no dia 17 de março. O passeio é chamado de "Tokyo Splash Tour".
SKY Duck, ônibus anfíbio de Tóquio, Japão (Foto: Kazuhiro Nogi/AFP)passageiros que participam do primeiro dia de testes tiram fotos (Foto: Kazuhiro Nogi/AFP)
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No Japão, turistas são enterrados até o pescoço em 'banho de areia'


Ser enterrado até o pescoço na areia pode parecer aflitivo para algumas pessoas, mas há um lugar no Japão onde essa experiência é uma das principais atrações turísticas.
Com mais de mil mananciais de águas termais que podem atingir a temperatura de até 100°C, a região de Ibusuki, no sul do país, é famosa não só pelos banhos quentes tradicionais, mas também pelo “sunamushi”, tradição na qual as pessoas são submersas em areia vulcânica.
Pessoas são enterradas em areia vulcânica de Ibusuki, no Japão (Foto: Sylvain Grandadam/Getty Images)Duas pessoas durante o 'banho de areia' (Foto: Sylvain Grandadam/Getty Images)
Usando apenas um quimono de verão típico japonês, os visitantes são enterrados na areia morna por mulheres usando pás.
Acredita-se que esses “banhos de areia” tenham efeitos medicinais e estéticos, pois ajudariam a estimular a circulação sanguínea, a eliminar as impurezas do organismo e a deixar a pele mais macia.
O tempo recomendado para que se obtenha os benefícios alegados é de no mínimo 10 minutos, mas há quem aguente ficar mais tempo.
Ibusuki fica no distrito de Kagoshima, na ilha de Kyushu.

Floridas apenas uma semana ao ano, cerejeiras desabrocham no Japão


Marco do começo da primavera no Japão, as flores de cerejeira desabrocharam cedo neste ano.
A agência meteorológica do país anunciou oficialmente no último sábado (16), em Tóquio, o desabrochar dessas flores tão apreciadas quanto efêmeras– elas duram apenas cerca de uma semana a cada ano.
Segundo a agência France Presse, a data de 16 de março é equivalente à do florescimento no ano de 2002, considerado o ano em que o fenômeno começou mais cedo desde 1953, quando começou a ser realizado esse monitoramento. No ano passado, o marco do início da temporada foi 31 de março.
A temporada das flores de cerejeira é um espetáculo natural muito apreciado no Japão, celebrado com festas nacionais.
Flores de cerejeira em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)Os parques do país ficam cheios durante a temporada das flores (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)
Flores de cerejeira em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)Visitantes observam flores de ponte (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)
Flores de cerejeira em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)Detalhe das flores típicas do país (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)
Flores de cerejeira em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)Pássaro pousa em galho de cerejeira (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)
Flores de cerejeira em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)Pessoas passeiam em parque (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP Photo)

    Praias 'secretas' de Guarujá só têm acesso por trilhas e atraem turistas


    A 40 minutos do Centro de Guarujá, no litoral de São Paulo, há um paraíso ecológico que só é possível chegar por meio de trilhas. Entre uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica, estão três praias que, por serem isoladas, muitas vezes são confundidas com praias de nudismo.
    A Trilha das Ruínas dá acesso à primeira praia da Serra do Guararú. É a Praia Branca, também chamada de Prainha pelos nativos. O local atrai muitos surfistas que buscam as boas formações das ondas. A Praia Branca tem um diferencial, já que abriga uma comunidade caiçara há mais de um século. O local já possui restaurantes e pousadas para atender os turistas, mas a simplicidade é o maior cartão postal.
    Algumas das trilhas que dão acesso às praias precisam de guia (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)Algumas das trilhas que dão acesso às praias
    precisam de guia (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
    Dizem os moradores da comunidade Praia Branca que o local foi batizado com este nome pela cor da areia. Grãos branquinhos e mar azul claro complementam o cenário que ainda é rodeado por morros com vegetação da Mata Atlântica e rochas. A praia abriga ainda a Igreja Imaculada Conceição, onde moradores nativos realizam os casamentos e missas.
    Além de surfistas ou famílias que só querem relaxar, estas praias são ideais para os aventureiros. Já que para chegar à praia vizinha, a Praia Preta, é preciso encarar uma trilha considerada de nível moderado. Segundo a moradora e coordenadora ambiental da Praia Branca, Claudenice Oliveira Almeida, o percurso tem aproximadamente 800 metros. “Nós sempre recomendamos que estas trilhas sejam feitas com o auxílio de um guia, porque já houve casos de pessoas que se perderam na mata”, diz Claudenice.
    Apesar de não ser considerada uma trilha muito fácil, o visual do passeio compensa. Entre as frestas de plantas e troncos de árvores observa-se uma bela visão panorâmica do mar. Perfeito para quem prefere descansar durante a caminhada. As pessoas que prentendem encarar a trilha devem levar um tênis para percorrer este percurso que leva até a segunda praia.
    Praia Branca atrai surfistas no fim de semana (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)Praia Branca atrai surfistas no fim de semana
    (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
    Na Praia Preta o visual é um pouco diferente. A cor da areia é mais escura, a extensão da praia é menor e o local é quase deserto. A geografia faz com que muitos banhistas achem que a praia é de nudismo. “Eu moro na comunidade Prainha desde a infância. Várias vezes já vim para a praia Preta e me deparei com turistas nus. Quando eu explico que é proibido eles ficam envergonhados, sempre acham que é permitido o nudismo nesta praia”, conta a coordenadora ambiental Janice de Oliveira.
    Outra trilha, um pouco mais longa que a anterior, dá acesso à terceira praia, Camburí, que também tem uma cachoeira para quem preferir um mergulho em água doce. A coordenadora Janice de Oliveira quer levar um projeto às escolas, propondo que o local sirva como ponto para excursões escolares com objetivo didático. “Estudantes podem vir estudar o ecossistema costeiro e também a parte de vegetação. Há inúmeras espécies de animais e plantas para serem analisados. Os alunos podem se hospedar na comunidade Prainha”, propõe Janice.
    O acesso à Trilha das Ruínas, que é a trilha inicial para as três praias, é feito pela Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana. Para quem parte do Centro de Guarujá, a rota leva cerca de 40 minutos pela estrada, que também é conhecida como SP-61 Guarujá-Bertioga. Quem quiser explorar as trilhas e as praias com o auxílio de um guia turístico deve ligar para (13) 3305-6119.
    Na trilha entre as praias é possível observar o mar (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)Na trilha entre as praias é possível observar o mar (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

    Veja dicas para economizar e não se meter em roubadas no 1º 'mochilão'


    Viajar gastando pouco, com bagagem leve, sem um itinerário muito definido e procurando conhecer a cultura e os moradores de cada lugar. Essas características atraem muitos viajantes para o turismo de mochilão, também conhecido como turismo “backpacker”.
    Douglas e sua mulher, Júlia Sawaki, gostam de viajar “mochilando”: eles rodaram oito países da Ásia durante cinco meses, em 2007, e depois disso tiveram outras experiências mais curtas por destinos como Espanha, Inglaterra, Itália e Argentina.Mas, ao contrário do que pode parecer, não basta colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo sem nenhum planejamento. “Quanto mais informações a pessoa tiver, maior é o aprendizado, e maiores são as chances de economizar e de não se meter em roubadas”, afirma Douglas Sawaki.
    Douglas e Júlia Sawaki, mochileiros e autores do blog Turismo Backpacker (Foto: Arquivo pessoal)Os mochileiros Douglas e Júlia Sawaki no Templo de Ouro, em Kyoto, no Japão (Foto: Arquivo pessoal)
    Graduados em Turismo, os dois resolveram estudar essa modalidade de viagem. Escreveram artigos acadêmicos sobre o tema, criaram o blog Turismo Backpacker e abriram uma empresa de consultoria para destinos que querem atrair esse tipo de viajante.

    Com base nas dicas de Douglas e Júlia , o G1 preparou um guia para quem quer se aventurar numa viagem de mochilão pela primeira vez.

    1) Faça um roteiro da viagem
    - O primeiro passo é escolher as cidades por onde vai passar e, em seguida, pesquisar a melhor forma de se mover entre elas. Não se esqueça de considerar o tempo de deslocamento na programação, pois alguns trechos podem durar o dia inteiro.

    - Não faça uma maratona de cidades. Assim você não vai conhecer direito nenhum lugar e vai passar o dia preocupado em não perder o trem, o ônibus ou o voo para o próximo destino.

    - Pesquise em guias ou na internet os atrativos de cada cidade. Se preferir, anote mais detalhes sobre eles (horário de funcionamento, localização, preço, tempo necessário para a visita etc.). Vale fazer um cronograma básico de visitação, para não correr o risco de acumular muitos atrativos no mesmo dia, tornando a viagem uma maratona. Mas reserve horários livres para imprevistos e também para descansar – e não se prenda completamente a esse planejamento.
    - Depois de escolher os destinos-chave, explore as outras possibilidades. Veja se vale a pena incluir no roteiro locais interessantes no meio do caminho entre uma cidade e outra.
    - Se o voo tiver uma escala ou conexão, considere fazer um “stopover”, isto é, uma parada programada (marcada na passagem aérea) na cidade da escala/conexão, que pode durar alguns dias e costuma ser gratuita ou bem barata.

    - Se não quiser viajar sozinho, escolha bem a companhia. Vocês vão conviver 24 horas por dia por vários dias seguidos. Se a relação não for boa, pode arruinar a viagem.
    2) Cuide da documentação
    - Veja a documentação necessária para o visto de entrada, vacinas obrigatórias, seguro de viagem e validade do passaporte. Anote os contatos importantes como o telefone do consulado brasileiro no país de destino.

    - Faça cópia digital do passaporte, cartões, passagens aéreas e reservas e envie tudo ao seu e-mail. Em caso de perda, furto ou roubo, as informações estarão guardadas para fazer B.O., segunda via ou o que for necessário.

    3) Planeje seus gastos
    - Anote em uma planilha os custos aproximados de hospedagem, alimentação, ingressos, passeios, diversão, compras e transporte. Faça uma estimativa média de gasto por dia e vá controlando durante a viagem para não faltar dinheiro.

    - Fique atento ao câmbio da moeda antes da viagem, pois alguns países possuem taxa de câmbio estável, mas em outros a taxa varia muito de um dia para o outro. Analise a tendência de variação para não errar no orçamento.

    - Considere os prós e contras de cada forma de levar dinheiro, baseado na facilidade de trocá-lo em cada destino e também na sua maneira de gerenciar o orçamento. As opções são cartão de débito, cartão de crédito, dinheiro em espécie, traveler cheques e cartão de viagem pré-carregado.

    4) Escolha a sua mochila e não a sobrecarregue
    - Prefira uma mochila que tenha estrutura fixa nas costas, alças confortáveis e reguláveis e barrigueira (a alça que se prende na cintura). Isso trará mais conforto. Quando o zíper tem acesso frontal, além do acesso superior, a bagagem fica mais organizada e as coisas podem ser encontradas com mais facilidade.

    - O tamanho ideal é aquele que traga conforto a cada viajante. Mas lembre-se de que quanto menor for a mochila, melhor será, pois a tendência é colocarmos mais itens enquanto há espaço sobrando, aumentando assim o peso.

    - Com a mesma bagagem de uma viagem de sete dias é possível viajar por um ano, lavando as roupas sempre que necessário e comprando novas peças quando for preciso. Escolha roupas leves e fáceis de lavar e secar, para utilizar menos as lavanderias e carregar menos peso. Roupas específicas para atividades outdoor são mais práticas.
    - Pesquise o clima dos destinos na época em que vai viajar e tente escolher itens multifuncionais. É melhor, por exemplo, levar duas blusas finas e usar uma sobre a outra em vez de uma mais grossa, que ocupa muito espaço e poderá ser utilizada menos vezes.
    - Quando mais peso, menos diversão. Por isso, não leve nada que não seja realmente necessário.

    5) Economize na hospedagem- Muitos mochileiros preferem ir reservando a hospedagem à medida que a viagem vai acontecendo, para ter a liberdade de ficar mais em um determinado destino, por exemplo. Só não se esqueça de conferir se é alta temporada ou se há algum grande evento no local. Nesses casos, é melhor já ter reserva prévia.
    - A “hospedagem colaborativa” é a opção mais barata (na verdade, é gratuita). Em sites comoCouchsurfing Hospitality Club, os viajantes se cadastram e se conectam com pessoas que moram nos destinos turísticos. Estes oferecem estadia gratuita na própria casa, que pode ser um lugar no sofá, dividindo o quarto ou até um quarto privativo.

    - Os albergues da juventude, ou hostels, oferecem camas em quartos coletivos e são mais econômicos do que os hotéis. Além disso, na maioria das vezes, têm um ambiente favorável para conhecer pessoas de diversos países.

    - Há também sites como o Airbnb, que oferece reserva para residências de pessoas comuns. A estadia é paga, mas normalmente é mais barata, pois são os moradores que estipulam o valor e não há custos operacionais como nos hotéis.

    - Existem opções boas e baratas que não estão em guias ou em sites, mas geralmente se concentram na mesma região dos hotéis que são mais divulgados. Se não tiver reserva prévia, vale procurar por eles quando chegar ao destino.
    6) Veja se vale a pena optar pelo transporte local
    - Alguns mochileiros têm mais tempo, consideram que o deslocamento faz parte da experiência da viagem e querem conhecer melhor o lugar. Por isso, optam por usar ônibus, trem ou outro transporte típico da população. Em alguns países essa experiência é uma verdadeira imersão cultural. Em outros lugares talvez essa experiência seja irrelevante, por isso o avião pode ser a melhor opção.
    7) Coma o que os moradores comem- Restaurantes menos turísticos, onde a própria população come, costumam ser mais baratos.
    - Quando for escolher um restaurante simples, escolha aquele que tiver mais movimento. A comida costuma ser melhor e mais fresca do que os restaurantes do mesmo nível, mas que estão vazios.

    - Se você gosta de gastronomia, vale pesquisar antes da viagem quais são os pratos típicos e os melhores restaurantes que os servem. É interessante prová-los pelo menos uma vez, mesmo que o restaurante seja um pouco acima do orçamento.

    - Barraquinhas de rua são muito econômicas e oferecem comidas locais. Mas lembre-se de que, mesmo sendo muito comuns em algumas cidades, é preciso ter cuidado com a higiene delas.

    8) Vá além dos pontos turísticos tradicionais- Além dos museus e monumentos mais famosos, tente ir a outros lugares menos turísticos. Os blogs de viagens costumam indicar essas descobertas, mas pode-se também perguntar a moradores locais e outros viajantes que encontrar pelo caminho, sempre tendo cuidado com a própria segurança ao seguir as dicas.

    - Mercados públicos, de preferência os não turísticos, são um bom lugar para vivenciar o dia a dia dos habitantes, fora das relações comerciais entre prestadores de serviços turísticos e turistas. Praças e parques também são boas opções para observar o cotidiano.

    - Andar sem rumo definido, prestando atenção aos detalhes, ajuda a entender o cotidiano de uma determinada cidade. Mas é sempre bom saber quais são os lugares de risco ou impróprios para turistas.
    9) Tente conhecer gente nova- Saber algumas palavras no idioma local é bem visto e ajuda a iniciar uma conversa com os moradores. Mas não é preciso ser fluente em outro idioma: a simpatia pode compensar a dificuldade de comunicação.
    - Deixe a timidez de lado e não se isole. É preciso um pouco de iniciativa para se aproximar dos moradores  e de outros viajantes.

    - Se você não sabe muitas curiosidades do Brasil ou de sua região, é bom pesquisar para ter assunto, pois geralmente os estrangeiros fazem muitas perguntas sobre o nosso país.

    - Considere levar pequenos presentes do Brasil, como cartão postal. Pode ser uma maneira simpática de presentear pessoas que são marcantes durante a viagem.

    10) Preze pela sua segurança
    - Proteja a sua mochila: coloque cadeados em todos os zíperes e leve um para o locker. Considere levar uma corrente (de bicicleta) para prender a mochila em algo fixo, se necessário.

    - Evite os golpes: onde há turistas, normalmente há pessoas pensando em ganhar dinheiro. Pesquise sobre os golpes comuns contra os viajantes.